domingo, 22 de junho de 2008
que seja!
Eu fingi , o errado
Desconfiei do certo
E apaguei o passado
Descobri que era mais fácil
Não incidir no acaso
Desliguei a televisão
E o rádio
Fui pra sala
E sentei no sofá
Pensei ,não pensando
No que não queria não pensar
Mais fiquei sem fala
Porque também
Não tinha nem com que conversa
Só fiquei sem dizer nada
Ali sentada
Eu fingi não me ver
Pois também não tinha espelho
Naquela pequena sala fazia
Não acreditando
Em mim mesma
Mesmo querendo acreditar
No que não poderia acreditar
Isso não era só bagunça da minha cabeça
Nem era um retórico jeito de manusear
Meu próprio destino
Que me destinava a não acreditar em
Destino nenhum
Nem nas coisas que um dia acreditei,
O arroz queimo
Enquanto minha mente fica lá
Tentando descobri as coisa que sentia
Levantei como
Nunca tivesse sentado
Em algo
Ou em algum lugar
Me sentia culpada
Pela culpa que não tinha
Da fome que roda a gente
Que o destino manda pra alguém
Que geme em um pouco
De algo que queimamos
No afogante temor de pensar
Naquilo que rezamos pra que não pensemos
Mais assim mesmo eu não conseguia falar nada
Mesmo não tendo mais com quem falar
É como que as coisa não falasse
Com quem mais precisa conversar
Minha solidão foi ficando
Cada vez mais profunda e a redundante
Me sentia depressiva
Sem sentir a depressão
E sim o constrangimento
De me emocionar
Por causa de uma arroz queimado
Que me marco profundamente
E me findou como um incorrigível erro
Não corrigível
Era como a apatia nojenta
Me corroia pelas vias
Respiratórias , até chegar
Ao fígado que ali marrom
Magro e sozinho
Se constrangia com tal ironia do destino
Destino que não me deixava escolha
E nem livro arbitro
Ele era meu único inimigo
Não tive outra escolha
Ao não ser a valente guerra
Pelo meu tão preciso destino
Comecei com uma pequena discussão
Que bambaleava meus sentimentos
O destino me fez sorrir e chorar
Não me lembro muito bem da briga
Só da chuva daquele dia
Que fez meu mundo girar
E quando vi , já estava na beira da privada
Que me privava de qualquer batalha
Mais de um certo modo
Eu o venci
E joguei fora com um só grito
O meu maior inimigo
E daí acabei esquecendo tudo
Do passado apagado
E do arroz queimado
Religuei a televisão e o rádio
E me esqueci totalmente
Daquela enorme dor de barriga
Que por dento me corria.
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